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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

História do batuku


O batuque é provavelmente o género musical mais antigo de Cabo Verde, mas só há registos es­critos acerca do batuque a partir do século XIX. Presentemente só se encontra na ilha de Santiago, e é no Tarrafal onde se vive com mais intensidade este género musical. Todavia, há indícios que já existiu em todas as ilhas de Cabo Verde.

Segundo Carlos Gonçalves, o batuque não seria um género mu­sical transposto do continente af­ricano. Seria a adaptação de al­guma dança africana (qual?) que depois teria desenvolvido car­acterísticas próprias em Cabo Verde.

O batuque sempre foi hostilizado pela administração portuguesa, por ser considerado «africano», e pela Igreja, mas foi durante a política do Estado Novo que essa perseguição foi mais forte. O batuque chegou a ser proibido nos centros urba­nos, e chegou a estar moribundo a partir dos anos 50.

Depois da independência hou­ve um interesse em fazer ressurgir certos géneros musicais. Mas é nos anos 90 que o batuque teve um verdadeiro renascimento, com jo­vens compositores (Orlando Pan­tera, Tcheka, Vadú, etc.) fazendo trabalhos de pesquisa e conferin­do uma nova forma ao batuque, sendo interpretado por também jovens cantores (Lura, Mayra Andrade, Nancy Vieira, etc.). Saiba mais...

Apresentação


Dado a importância que o “Batuko” vem assum­indo hoje, é pertinente trazer aqui a sua história, a sua importância e sua valorização no seio da sociedade Cabo - Verdiana.

A música Cabo Verdiana é ex­pressão do seu povo, espelha sua cultura, os seus costumes, as suas virtudes, os seus defeitos, o passado e o presente e principalmente o seu sentimento e originalidade “kriola”.

Batuko como uma das mani­festações culturais mais antiga que inclusive era proibido na época co­lonial, não foge a esses requisitos.

Muitos não conhecem a verda­deira história do “Batuko” e sua evolução ao longo do tempo, mas actualmente está sendo muito di­vulgada, tanto no país como na diáspora, valorizando assim a cul­tura e ganhando reconhecimento e prestigio deste género musical.

A musica Cabo Verdiana partic­ularmente o “Batuko” como dança

tradicional antigamente revestia-se de um significado social. Eram desempenhados em dias santos, em certas ocasiões cerimonias, em festas antes e durante os casa­mentos mas de uma forma mais presente nas comunidades rurais.

A Dança cabo-verdiana, tanto a tradicional como a contem­porânea, está bastante ligada aos ritmos musicais mais popu­lares, como a morna, a cola­deira, o funaná, o batuque,etc.

Com a Independência Nacion­al, ressurgia a ideia da valorização das artes nacionais e, nessa rotina, a dança ganhou dimensão através do surgimento de alguns grupos, so­bretudo na Praia e em São Vicente.

Em termos mais contemporâ­neos, Cabo Verde tem se afirmado na dança, graças ao Grupo Raiz di Polon. Uma companhia que sem deixar de apresentar o tradi­cional cabo-verdiano, se afirma internacionalmente com a estiliza­ção do bailado moderno, próximo às performances de ballet e de artes cénicas.De destacar o pa­pel de Mano Preto (Presidente do Grupo Raiz de polon) na afirmação dessa penetração internacional.