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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Figuras do Batuku

Figuras antigas & Figuras Actuais

Ntoni Denti d’Oro

 Ntoni Denti d’Oro, ou melhor, António Vaz Cabral, com 79 anos de idade, é uma referência fundamental, mesmo incontornável  da música cabo-verd­iana mais genuína. Natural de São Domingos (Santiago), onde ainda hoje vive, o músico e cantor cria e interpreta batuque e fi­naçon de forma muito singular.







 Nácia Gomi
Do seu nome verdadeiro Maria Inácia Gomes Correia, mulher do Batuque, mulher genuína da ilha de Santiago, Vila de Pedra Badejo no concelho de Santa Cruz, nasceu a 18 de Julho de 1924.



"Nha Nácia Gomi", como era mais conhecida, foi uma das vozes da

resistência cultural Cabo-verdiana. Considerada a ‘rainha do finaçon’, ficou também bastante conhecida como uma contadora de estórias. Muito da sua música era improvisada no momento.


A cantora gravou três discos e participou em muitos mais como convidada. Em 2005 lançou dois álbum ‘Finkadu na Raiz’ com o tocador de batuque NtóniDênti d´Ôro, e ‘Kuses Mocinhos’.



Maria Inácia Gomes Correia tornou-se assim numa fig

ura incontornável no processo criativo da ilha de Santiago. O seu mérito é reconhecido dentro e fora do país.




Carlos Alberto Sousa Mendes

De nome artístico "Princezito", nasceu em Cabo Verde quatro anos antes da independência, na ilha de Santiago, vila do Tarrafal – Monte Iria, zona onde a lendária cantadeira de Finason – Bibinha Kabral – viveu os últimos anos de vida, senhora de quem Princezito cobiçou a arte de cantar.


Criador de canções de excelência, investigador das várias vertentes do batuku, abordando a melopeia tirada das histórias, contos e provérbios.





Orlando Monteiro Barreto
Orlando Monteiro Barreto, mas todos o conheciam por "Orlando Pantera". Considerado a mais importante revelação musical de Cabo Verde.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Apresentação


Dado a importância que o “Batuko” vem assum­indo hoje, é pertinente trazer aqui a sua história, a sua importância e sua valorização no seio da sociedade Cabo - Verdiana.

A música Cabo Verdiana é ex­pressão do seu povo, espelha sua cultura, os seus costumes, as suas virtudes, os seus defeitos, o passado e o presente e principalmente o seu sentimento e originalidade “kriola”.

Batuko como uma das mani­festações culturais mais antiga que inclusive era proibido na época co­lonial, não foge a esses requisitos.

Muitos não conhecem a verda­deira história do “Batuko” e sua evolução ao longo do tempo, mas actualmente está sendo muito di­vulgada, tanto no país como na diáspora, valorizando assim a cul­tura e ganhando reconhecimento e prestigio deste género musical.

A musica Cabo Verdiana partic­ularmente o “Batuko” como dança

tradicional antigamente revestia-se de um significado social. Eram desempenhados em dias santos, em certas ocasiões cerimonias, em festas antes e durante os casa­mentos mas de uma forma mais presente nas comunidades rurais.

A Dança cabo-verdiana, tanto a tradicional como a contem­porânea, está bastante ligada aos ritmos musicais mais popu­lares, como a morna, a cola­deira, o funaná, o batuque,etc.

Com a Independência Nacion­al, ressurgia a ideia da valorização das artes nacionais e, nessa rotina, a dança ganhou dimensão através do surgimento de alguns grupos, so­bretudo na Praia e em São Vicente.

Em termos mais contemporâ­neos, Cabo Verde tem se afirmado na dança, graças ao Grupo Raiz di Polon. Uma companhia que sem deixar de apresentar o tradi­cional cabo-verdiano, se afirma internacionalmente com a estiliza­ção do bailado moderno, próximo às performances de ballet e de artes cénicas.De destacar o pa­pel de Mano Preto (Presidente do Grupo Raiz de polon) na afirmação dessa penetração internacional.